O renascer na floresta
Há renascimento na floresta amazônica e no pantanal/Foto: Internet

O renascer na floresta

De tantas notícias ruins, acabamos nos habituando a conviver com situações péssimas. Esta tem sido a pauta dos mais variadas noticias em todos os meios de comunicação brasileiro. De todas as formas e sob todos os ângulos. Intensificado, há pouco mais de um ano com o Coronavírus que se esboça, até agora, com a maior tragédia do século XXI.

E, por falar em tragédias quando há mutações na divulgação do que é considerado fato que merece divulgação, o panorama vai do absurdo que aconteceu com o garoto classe media Henry no Rio de Janeiro, vitima do seu padrasto e da sua própria mãe que se tornou o símbolo do que acontece com todas as crianças que são vítimas, a partir das balas perdidas enquanto brincam em suas exíguas e precárias áreas de lazer. Criança no Brasil pede licença até para sobreviver. E criança é como uma flor.

Por isso, é motivo de êxtase quando nos deparamos com uma noticia recém-divulgada de que há renascimento na floresta amazônica e no pantanal. De forma natural, os campos estão se recompondo. Já chegam à soma de uma área correspondente ao território da República da Irlanda, mais de 70 mil Km², segundo dados do INCRA, órgão oficial do governo federal. É fenomenal. Tudo de uma maneira natural. Bastou o homem não mexer. A participação humana é imprescindível. O conhecimento cientifico devidamente aplicado faz com que o homem aperfeiçoe o desenvolvimento da natureza.  Encaminhe para melhor o seu aproveitamento. Obtenha melhor grau de rendimento. Basta lembrar os exemplos da irrigação tão emblemáticos para nossa região ao transformar terra árida do sertão em solo fértil, açudes, canais, transposições como no nosso São Francisco. Com os exemplos mundiais como em Israel e na Califórnia.

Aqui vale lembrar dos efeitos climáticos por consequência do aquecimento global apesar de tudo que o mundo vem certificando.

O homem só não deve é dizimar as matas. Acabar com as nossas florestas. Contrabandear as nossas madeiras. Destruir os nossos solos com queimadas criminosas. Àquelas que obedeçam a critérios programados técnico-científicos proporcionam riquezas para o Brasil, estas devem criteriosamente, continuar. Como o Brasil tornou-se líder na produção das comoditeis agrícolas como soja, milho, produtor de carne bovina e suína? Com a conquista dos campos no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pará.

Mas, nada compensa tanto a emoção de um homem constatar que contra os absurdos que acontecem nas florestas, à natureza, sozinha, germina, brota com o esplendor do reflorestamento natural. A natureza divina! Como a floridas crianças brasileiras que insistem em sobreviver.

Este entusiasmo pela natureza me convence cada vez mais que sou um homem muito mais rural do que urbano. Como recordo e nestas lembranças, um devaneio com os pastos para o gado em Gravatá, com os capins e as palmas forrageiras para alimentar os animais agrestinos; como sonho com as belas flechas espalhadas pelos intermináveis canaviais de Catende, verdadeiros mares verdes que se espalhavam por várzeas, morros, sítios, serras até a chegada à Serra da Prata entre marcada pelos rios Pirangi, Panelas e todos os riachos e olhos d’água próprios da zona da mata. Encanto-me, ainda, com as latadas de uvas e os campos tomados por mangueiras frutos da irrigação implantada em plena caatinga nordestina, em Petrolina. São os campos! Maravilhosa semente que vivifica o amor.

Como me fizeram bem Gravatá, Catende e Petrolina! Sem esquecer que iniciei minhas atividades na Usina Nossa Senhora do Carmo, em 1966.

Recife, a capital fica no litoral. O mar é lindo. É exuberante. O azul do mar é intenso, belo e conquistador, mas é no campo que minha alma se encanta. Tanto quanto o renascimento das florestas por este Brasil.            

A natureza é sábia! Sabe brotar.

Ricardo Guerra é Jornalista associado da ABRAJET Pernambuco e Ex Presidente da ABRAJET Nacional

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